Aressor de Bolsonaro recebeu apoio logístico e transferência de r$ 350mil em conta da Caixa no nome de um laranja

Delegado da PF, que investiga o caso afirma que suspeito fala de forma premeditada. Ministro ligou ameaçando afastar delegado, caso ele passasse mais informações sobre as Investigações

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Juiz de Fora - Agressor do deputado Jair Bolsonaro deixa a Polícia Federal em Juiz de Fora após cerca de três horas de interrogatório.(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Por Caicó na Rota da Notícia

Quem parecia ser só um ‘lobo solitário’, ou mesmo um ‘doente mental’, como passou a imagem a princípio logo após a tentativa de homicídio contra Jair Bolsonaro, está se mostrando um homem muito articulado e inteligente, com todo um plano e estrutura logística que teria sido montada e patrocinada por um possível mandante terrorista que vê na morte de Bolsonaro a solução de seus problemas ou mesmo de um grupo em comum.

Na pensão, local onde o suspeito se hospedou, a Polícia conseguiu localizar um cartão da caixa cuja conta havia r$ 350mil reais em nome de um laranja. O depósito do montante em dinheiro foi feito na semana passada, ou seja, uma semana antes do atentado.

O agressor está desempregado, no entanto, havia toda uma estrutura logística e financeira à sua disposição. Ele já hava estado em São Paulo e Rio de Janeiro tudo pago por alguém, locais estes onde Bolsonaro esteve fazendo campanha e que era um alvo em potencial. Segundo as Investigações, ele estava hospedado em uma pensão a cerca de dez dias. Lá havia à disposição do acusado quatro celulares e um notebook.

Muito estranho para alguém que estava desempregado“, afirmou o delegado da Polícia Federal, que investiga o caso. O delegado, teria recebido uma ligação de um Ministro aconselhando o mesmo a não dar declarações sobre as investigações, caso contrário, ele seria afastado do caso.