Lamento de um servidor público: “Que país e esse?”

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Que país é esse onde a Lei maior, a Constituição federal, é rasgada e jogada no lixo?

Que país é esse onde o princípio base de uma nação que é a “Dignidade da Pessoa Humana” não passa de letra morta em um amontoado de palavras dispostas em uma Constituição?

Que país é esse onde valores são invertidos por meros caprichos de pseudos “semi-deuses” do Olimpo, onde o mocinho é ameaçado ser algemado e o criminoso é “constrangido” a ser solto?

Que país é esse onde o trabalhador que sustenta os pilares da economia sequer consegue manter o mínimo existencial às suas famílias, onde nada funciona de forma adequada (educação, saúde e segurança)?

Difícil acompanhar situações calamitosas acontecendo com sua nação e ser privado de poder lutar por seus direitos.

Que país é esse onde administradores, parlamentares, etc, só pensam em si próprios e nada fazem por seus “suditos“?

Que país é esse em que a minoria dá destino a grande parte das verbas públicas em meio a infinitos privilégios e imersos a um lamaçal de corrupção e a população é quem deve pagar a conta?

Sempre as mesmas perguntas e nunca solução para elas. Se não tem capacidade de gerir, que não entre na concorrência.

Que país é esse onde secretários de governo a pouco tempo atrás aderiram a movimento na defesa de melhores condições de trabalho e vida, e hoje por defender outros interesses querem prender aqueles que em um passado remoto estava, ombro a ombro, lado a lado, lutando pelo mesmo ideal.

Acredito na dignidade das pessoas, assim como acredito que tal dignidade não se perde. Então para mantê-la devemos ter humildade suficiente em reconhecer os erros e se for o caso entregar cargos que só mantém devido o status que ocupam.

Sinceramente e, com todo o meu coração, tenho pena do Brasil e do povo brasileiro que está pagando uma conta pesada a qual não tem a culpa exclusiva por tal.

Confesso, e me incluo nessa parcela, que parte dessa culpa carregamos por eleger pessoas “incapazes” de gerir o futuro de uma nação, muitas vezes por falta de opção votamos nos menos “desqualificados“, mas isso tudo é uma lição para as próximas gerações que não cometam os mesmos erros que esta.

Por fim, pedimos a Deus que olhe pelo seu povo sofrido e dê a recompensa para aqueles falsos profetas, pois a “JUSTIÇA de DEUS” não há de falhar.

Por Theofilo Paz/Caicó na Rota da Notícia